Domingo, 6 de Setembro de 2009
Vou...

 

 

 

Vou estando por aí

Por rumo incerto.

Vou estando por aí

Longe, mas sempre perto...

Sem saber se ando

Ou voando por aí...

Sem qualquer mando,

Mas também aqui.

Não conheço rotas

Certas ou erradas,

direitas ou tortas,

só as que me são dadas.

Vou estando por aí

E por aqui também...

 

 



publicado por ferrus às 19:24
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
Amigo Zé Freire

 

Hoje escrevo.
Não é por nenhum motivo em especial só escrever hoje.
Mas é hoje que escrevo!
Escrevo para informar que:
Foi um privilégio tê-lo conhecido;
Ter convivido;
Ter brincado;
Ter…
 
Os Bons também "partem" e isso ficou provado recentemente!
 
É uma pena!...
 
Disseram-me um dia que a alma das pessoas é o conjunto das recordações que nos deixam, quando partem.
 
Hoje escrevo para anunciar que não esqueço;
 
Que as guardo [às recordações] com carinho;
Que as divulgo com orgulho;
Que as mantenho sempre no calor da Amizade.
 
É uma pena a separação…
 
Afinal todos temos um bilhete de ida, quando anunciamos a nossa presença ao mundo.
 
Pena maior teria sido não o ter conhecido!
 
Obrigado pelo que me deu, Sr. Freire, ciente que um dia iremos continuar as nossas conversas, interrompidas por esse “percalço” temporário.
 
Até um dia, Amigo Zé Freire…

 



publicado por ferrus às 15:25
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Domingo, 31 de Maio de 2009
Silêncios

 

Tenho gritantes silêncios

na palma da mão,

marés vivas no olhar

e gritos de revolução.

 

Sinto-me um laivo de ira

pairar nos lamentos do vento.

amarga fúria de vencer

que quase não aguento.

 

sou vulcão de carne

vermelha -como o sangue-

que escorre na voz da indignação:

peça de transição dum mangue.

 

 

 



publicado por ferrus às 18:00
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Papel

É no papel que coloco as palavras com que canto;

É no papel que verto as minhas lágrimas de dor ou de alegria;

É no papel que me deito a sonhar em viagens de mundos inatingíveis;

É no papel que passo por poeta, escritor, ou letrado.

 

É nele que dou largas à minha imaginação

E me sinto voar por universos únicos...

 

É num pedaço de papel que dou o que guardo na alma...

 

Mas... porque será que me sinto um criminoso?

 

Será porque uma árvore tenha morrido para poder ser tanto num só instante?...

 

Talvez!...

 

 

 



publicado por ferrus às 16:45
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Ouço...

ouço esperanças

ao som de badaladas

vejo olhares de esperança

e montanhas de sonhos

 

Ouço o sinal de ano novo e tudo o que ele nos faz : promessas de renovação e caminhos renovados.

 

Nunca um sonho se tornou tão simples de ter, ao ritmo do tempo que canta através das ansiadas badaladas.

 

 

Um bom ano novo para todos vós...e para mim também, claro!



publicado por ferrus às 18:41
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Sábado, 13 de Dezembro de 2008
Feliz Natal

Nunca me deixo ficar pela época natalícia para desejar saúde, paz, sorte e demais  votos a quem eu considero; sejam familiares ou amigos. Mas também não o deixo de fazer nesta altura.

 

Que as estrelas vos indiquem o carreiro da alegria. Que elas vos façam sentir que vale a pena ser e estar.

 

Para todos, os meus sinceros votos de Boas Festas.

 

De mim, que nunca vos esqueço.



publicado por ferrus às 13:00
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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
No dia 28/5/2008

- Truz truz!

- Quem é?

- Sou eu, o tempo.

- Ah! Entra, 45, entra e sê bem vindo!



publicado por ferrus às 14:13
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008
Ontem...

Ontem senti-me cheio:

 

Cheio de sol, cheio de mar. Ontem senti-me cheio de sol pelas estrelas que me acompanharam; ontem senti-me mar, pelo vazio que deixou quem já foi.

Ontem senti-me tanto...

Mas não foi esquecida a pessoa que carrego nos genes, nem fui esquecido por quem carrega os meus.

Lembrei-me do dia em que nasceram os meus rebentos e a mistura de sentimentos que se sente nessa incomparável altura: a do nascimento de um filho.

Lembrei-me que o mesmo sentimento teria tido o meu pai quando me viu pela primeira vez.

Ontem recebi mimos e senti-me cheio de tanto...  Ontem não os pude dar também a quem queria e senti-me cheio de nada...

Para si, meu pai... a certeza que não foi esquecido e um beijo a pairar nesse espaço cósmico onde habita.

Para vós, minhas filhas... a certeza que tem aumentado o amor que vos tenho e um beijo a pairar neste espaço que enfeitam de flores ao caminhar.

A si, meu pai e a vós, minhas filhas, um muito obrigado por me encherem de tanto!



publicado por ferrus às 13:28
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2008
Até um dia, Costa

 

 

 

O meu amigo e colega de trabalho, de nome Fernando Costa, faleceu.

É engraçado como nunca deixamos de nos alhear da morte, por mais que queiramos; afinal ela vive permanentemente ao nosso lado. É uma faca afiada que nos corta os sorrisos e as alegrias; é uma ponte derrubada que nos impede de continuar as vivências adquiridas; é uma nuvem negra que suja o céu e não nos deixa saborear a alegria de ver os raios de sol em forma de amigos, parentes...

-O Costa morreu, João! - assim me comunicou o Jorge de Matos, também amigo e colega de trabalho.

Somos tão frágeis, tão nada...

É certo que ele estava a sofrer e para o Costa a morte foi uma benesse, mas...

- Deixa, companheiro... Um dia voltaremos a rir das nossas tolices, das brincadeiras que nos deixavam com o aroma a alegria na alma.

Vou sentir falta da tua integridade, da tua nobreza de ideais e da forma sempre coerente com que os defendeste.

Vou sentir falta do teu sentido de humor;

Vou sentir falta da tua companhia...

 

 

Dorme em paz, Costa; afinal também eu caminho numa estrada em tua direcção e um dia voltaremos a sorrir juntos!



publicado por ferrus às 18:07
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Sábado, 22 de Dezembro de 2007
Natal

Soam as palavras a esperança,

A carinho e amor sentido,

E sorriem as faces, apesar das dores

Que nesta quadra se cobrem

Com vestimentas de esperança.

Lembram-se os pobres e necessitados

Os sem abrigos que recebem sopas

E iguarias quentes de mãos generosas.

Surgem cumprimentos afectuosos

E abraços impregnados de fraternidade

Apelando à irmandade e solidariedade.

 

Ah! Se fosse natal todos os dias…

 

Ás minhas filhas, pilares da minha existência,

Que me fazem pensar que o mundo também tem flores

E que não há só nuvens cinzentas no céu,

Que me sentem e me fazem senti-las

E me enchem de amor com seus beijos de andorinha…

 

Aos meus sobrinhos, estrelas deste meu firmamento,

Que do meu sangue comungam

E me fazem sentir gente duplamente

Quando me envolvem com as suas carícias de mel…

 

A quem que me inunda com a dádiva do coração

E com a entrega total... outra parte de mim

e apoio sempre presente.

 

Aos meus amigos, aqueles que não saíram

E que me apoiaram nos dias menos bons,

Nos momentos de dificuldade,

Nas horas tristes e de indignação…

 

 

A todos esses, que a sorte os envolva sempre

E os festejos natalícios se estendam

Pela vida fora!

 

Um beijo especial para si, meu pai, que não está presente na vida mas eternamente vivo na memória.

 

 

Desejos de Bom Natal e que os presentes recebidos suplantem o desejado.

 

 




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